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Imagem ilustrativa sobre queloide

Cirurgia dermatológica

Queloide: quando a cirurgia é indicada no tratamento

Por Dr. Edmundo Rocha · Dermatologia · CRM-MG 50549 · RQE 36390

O queloide é uma cicatriz que cresce além dos limites da lesão original. Como se fosse um tumor. Porque a cirurgia de remoção dele, quando realizada de forma isolada, tende a fazê-lo voltar, ela é indicada em casos selecionados e sempre combinada com tratamentos que reduzem o risco de recidiva.

O que é o queloide

O queloide é uma cicatriz que se forma quando, durante o processo de cicatrização, os fibroblastos produzem colágeno em excesso e de forma descontrolada. O resultado é uma cicatriz elevada, endurecida e que cresce além dos limites da lesão original. Pode coçar, causar dor ou sensibilidade e, com frequência, incomoda também pela aparência.

É mais comum em regiões como orelhas (após a colocação de brincos), tórax, ombros e a região do esterno, e há maior predisposição em pessoas de pele negra e com histórico familiar.

Nem sempre os queloides surgem a partir de um corte cirúrgico ou traumático. Eles podem surgir de pequenas inflamações com uma espinha, pelo encravado ou furo de piercing.

Queloide ou cicatriz hipertrófica?

São coisas diferentes. A cicatriz hipertrófica é elevada, mas permanece dentro dos limites da ferida e tende a melhorar com o tempo. O queloide ultrapassa esses limites da cicatriz e não regride sozinho. Essa distinção orienta a conduta.

Por que a cirurgia isolada costuma não bastar

Quando o queloide é apenas retirado cirurgicamente, sem nenhum tratamento associado, a chance de ele voltar é alta, pois o risco de formação de novo queloide está no organismo do paciente. Por esse motivo, a excisão isolada raramente é a estratégia escolhida.

Quando a cirurgia é indicada

A cirurgia entra em cena, em vários cenários, sobretudo, em queloides grandes, que limitam movimentos, provocam sintomas importantes, trazem prejuízo estético grave ou que não responderam a tratamentos menos invasivos. Nesses casos, ela é planejada em conjunto com terapias adjuvantes, que atuam justamente no pós-operatório para evitar que a cicatriz volte a crescer.

Tratamentos associados (adjuvantes)

A cirurgia costuma ser combinada com uma ou mais das seguintes abordagens, definidas caso a caso:

  • Infiltração intralesional: essa é a estratégia mais utilizada e para tal lançamos mão de forma isolada ou combinada alguns medicamentos como o corticoide, 5-fluorouracil ou bleomicina, que agem reduzindo a atividade dos fibroblastos;
  • Radioterapia/betaterapia no pós-operatório imediato, uma das estratégias com melhor controle da recidiva;
  • Compressão local e curativos específicos de silicone;

Prevenção e acompanhamento

Quem tem tendência a queloide deve redobrar os cuidados diante de qualquer ferida, cirurgia ou procedimento. Após o tratamento, o acompanhamento é parte essencial para agir cedo caso haja sinais de retorno. Toda conduta é individualizada.

Perguntas frequentes

  • Queloide volta depois da cirurgia?

Pode voltar, especialmente quando a cirurgia é feita isoladamente. Por isso ela costuma ser associada a tratamentos adjuvantes que reduzem esse risco.

  • Qual a diferença entre queloide e cicatriz hipertrófica?

O queloide cresce além dos limites da ferida e não regride sozinho; a cicatriz hipertrófica permanece dentro dos limites e tende a melhorar com o tempo.

  • Todo queloide precisa de cirurgia?

Não. Muitos casos são conduzidos sem cirurgia, com infiltrações e outras opções. A cirurgia é reservada a situações selecionadas.

Tem um queloide ou uma cicatriz que incomoda? Agende uma avaliação.

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Dr. Edmundo Rocha
Dermatologista · CRM-MG 50549 · RQE 36390 · Montes Claros–MG

Este conteúdo tem caráter informativo e educativo e não substitui a consulta médica. O diagnóstico e o tratamento dependem de avaliação individual.